Na Tela#1 – Fallout New Vegas

Na nossa primeira edição de Na Tela, irei trazer um jogo que, ao meu ver, está entre os melhore já feitos. Vamos falar hoje sobre Fallout New Vegas, o irmão feio, porém ao meu ver, o mais interessante da família.

Fallout New Vegas foi desenvolvido pela Obsidian e publicado em 2010 pela Bethesda. A história do jogo gira em torno do personagem conhecido como Courier que após ser roubado, baleado e deixado para morrer na cova rasa, volta para ir atrás de seus quase algozes. No caminho, o personagem se depara com uma Las Vegas destruída pela guerra nuclear que assolou a terra a cerca de dois séculos atrás.

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Esse é o Bodão Sheriff de New Vegas.

Em New Vegas, assim como os demais jogos da série, o jogador tem total liberdade sobre como proceder a história, isto é, se quiser proceder nela. Seguir a linha de missões é opcional, até mesmo a maneira como faze-las fica a cargo dos jogadores. Várias missões no jogo possuem diversos objetivos, alguns secretos, maneiras de concluí-las e cada um levando a uma história diferente e impactando o mundo de uma outra forma. Quer um exemplo? Assim que começamos o jogo, nos vemos na pequena cidade de Goodsprings, onde o personagem foi deixado para morrer antes de ser resgatado por um robô chamado Victor. Na cidade está acontecendo um pequeno embate entre os moradores e uma gangue que se intitula Powder Gangers, estes querem que os cidadãos entreguem um comerciante da caravana que os devem uma certa quantia. Ao saber desse conflito, o jogador tem três opções. A primeira seria ajudar o comerciante e a cidade a se livrar da ameaça da gangue. A segunda opção é ajudar a gangue, entregando o comerciante. A terceira opção é a mais fácil de todas, ignorar o problema e simplesmente ir embora.

Como deve ter ficado subentendido no parágrafo anterior, o jogador tem a opção de matar, eliminar ou explodir (é realmente explodir mesmo, transformar em pedacinhos de bacon frito) os seus inimigos. O combate do jogo é funcional, não é dos melhores por ter os personagens um tanto travados, mas ele funciona muito bem. O Jogador possui um artifício chamado VATS, um modo em que tudo fica paralisado e é dada a opção de selecionar partes do inimigo para atingir. O Jogador tem ao seu dispor uma enorme variedade de armas, que podem ser modificadas com itens dentro do jogo, armaduras, vestes e vários outros utilitários que podem ser equipados, sem contar as várias habilidades que podem ser adquiridas de acordo com as características de atributos e perícias do personagem.

Fallout New Vegas, em sua ambientação retro futurística de um mundo pós-apocalíptico traz ao jogador a liberdade e imersão de uma mesa de RPG, dando ao jogador a possibilidade de criar um personagem e desenvolve-lo da maneira que achar melhor, desde seu equipamento e habilidades até seu alinhamento moral, como resolve os problemas que lhe surgem e afins, mecânicas que são características para um bom RPG.

Ao meu ver, New Vegas redefiniu os parâmetros para um bom jogo de RPG em mundo aberto. Infelizmente, a casualização da série em Fallout 4 me causou uma grande decepção, não que o jogo seja ruim, mas ele deixou de lado mecânicas valorosas que veio em seu antecessor e que o faziam ser o grande jogo que ainda é até os dias de hoje.

New Vegas, um daqueles jogos de RPG que todos os amantes do gênero deveriam jogar. Então pegue uma Sunset Sarsaparilla, sente na cadeira e jogue essa obra prima!

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