Papo Reto VII – Se Inspirou ou Copiou?

Quem nunca se sentou para jogar uma aventura com seu grupo e, de repente, percebeu que estava em uma ambientação mais que familiar ou que estava naquela história totalmente parecida com os filmes da sessão da tarde? O Papo Reto de hoje vai tratar um pouco disso e ponderar as consequências disso.

Antes de darmos continuidade com esse tema, aviso logo que esse post não é uma crítica com o intuito de repreender ou condenar as ações de nenhum mestre, diferente de outras situações que tratamos aqui no blog. A coluna de hoje tem uma direção mais descontraída, apenas para retratar esses casos de “déjà vu” de aventuras.

Se inspirar, de acordo com o dicionário da família internet, é utilizar algo ou alguém para servir como modelo ou direção para algo. Agora, copiar é quando você pega algo pronto, muda o nome (isso se você não estiver com preguiça) e apresenta. Sejamos francos, quem de nós nunca copiou algo antes na vida, seja nas provas da escola ou na criação de personagens para nossas aventuras, isso quando não copiamos as aventuras mesmo.

Veja, quando me refiro a copiar uma aventura não me direciono aos materiais que nós aqui e muitos outros fazem para ajudar alguns mestres e jogadores. Muitas vezes a ‘cópia’ que me refiro vêm de maneira natural, sem que percebamos. Isso é bem natural durante o processo criativo de várias mídias. Enquanto que, uma obra inspirada é muitas vezes feita com o autor tendo ciência da fonte de sua inspiração e não nega a sua utilização, mantendo as discrepâncias entre as duas obras, mas com o toque de familiaridade entre elas.

É muito comum o uso do padrão “grupo de aventureiros relaxando no bar quando um ancião surge com uma proposta de trabalho que precisa de homens fortes e corajosos para realizar tal missão”. Muitas aventuras começam assim, ainda sim, todas conseguem se diferenciar e se manter únicas, mesmo que sua inspiração seja a mesma. Até mesmo usar um livro de aventura pronto não consegue ser uma cópia, pois todo mestre, mesmo quando usa tal aparato, consegue manter toques únicos que fazem sua narração se diferenciar.

Contudo, às vezes queremos mais do mesmo. Quem nunca quis participar da maravilhosa batalha do Abismo de Helm ao lado dos rohirrim, Cavaleiros de Roham e o grande rei Theoden. Ou viver as aventuras da Caverna do Dragão como os personagens da série de mesmo nome? Copiar tais cenas para aventura também não caracterizam algo ruim, é uma maneira de se ofertar uma experiência que talvez já conhecemos, mas de uma outra forma.

No final de tudo, podemos copiar várias coisas para nos aventurar, ou buscar diferentes fontes para nos inspirar, o que importa é trazer a diversão e diversidade para dentro da sua mesa (e dizer também de onde tirou aquela cena de luta com o Balrog para os pj’s baterem boca com o mestre, sim, deixa a saudável discussão acontecer).

Enquanto a vocês leitores, já jogaram uma aventura que você sentiu a similaridade com outra obra? Seja por inspiração ou por uma cópia? Deixe nos comentários a sua opinião e vamos manter uma discussão saudável sobre o assunto.

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