O relato de um mestre de rpg novato

Fazem mais ou menos seis anos que eu mestro rpg e me considero um mestre iniciante, afinal de contas ainda tenho muito que melhorar e aprender. Resolvi fazer esse post para falar um pouco sobre minha experiência para outros mestres ou até mesmo jogadores que aspirem se tornar mestres um dia.

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Minha história

Tudo começou no nono ano do ensino médio, em 2012, eu e meu grupo já estávamos loucos para entrar no universo do rpg, tínhamos conseguido manuais, pensado em histórias que queríamos jogar, idealizado campanhas, mas uma coisa faltava, alguém para mestrar. E foi assim que eu comecei minha jornada para ocupar o cargo que ninguém mais queria cumprir, o de mestre e até hoje, esse mesmo grupo ainda tem preguiça de mestrar, cabendo ao jogador que “sobrar” o título de mestre da campanha.

No começo todos éramos aprendizes, iniciantes totais nesse universo, vimos d&d, mas começamos por 3d&t por ser mais simples de se jogar. Dali em diante eu assumi o cargo de mestre, tendo abandonado poucas vezes desde então.

Dificuldades

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Foram vídeos e vídeos do tio nitro para melhorar minha narração, mas enquanto todos se divertiam, eu sentia que estava no caminho certo. Tudo no começo parecia mais simples, as aventuras mais clichês nos eram novas e tudo parecia dar certo, era um grupo em formação dentro do universo do rpg. Mas após um período, a medida que jogávamos, os jogadores queriam mais, eles não se satisfaziam com histórias fracas, jogos maçantes, erros diversos, entre outros; e isso me fez pensar e questionar muito minha qualidade como mestre, a cada aventura eu investia mais na minha qualidade, algo que faço até hoje. Nem sempre eu acerto mestrando, mas eu faço o possível para não estragar a experiência de todos.

Auto-confiança

 

O fato foi que em um momento em perdi a confiança em mim e isso me levou a longos períodos sem mestrar, eu acreditava que nenhuma aventura que eu produzia era de qualidade e que meus jogadores não gostavam de mim como mestre, mas como eu era o único disposto a mestrar, eles tinham de aceitar. Sendo assim eu incubi outro dos jogadores a assumir esse papel de mestre, com ele passamos por diversos erros, mas enquanto o jogo era divertido, tudo bem, durante esse período eu me vi do outro lado, o jogador, aquele que cobra aventuras boas, npcs coerentes, batalhas niveladas e desfechos interessantes. E hoje em dia eu vejo que isso me ajudou a ter uma visão bilateral do meu papel como mestre, eu estive dos dois lados e hoje sei o que funciona de cara e o que pode ser mais complicado. Com o tempo eu descobri que na verdade meu grupo nunca teve nada contra o meu estilo de mestrar, era mais uma neura que eu tinha desenvolvido e que levava como verdade absoluta. Isso me fez retornar ao caminho do mestre e seguir novamente os passos que me levarão a ser cada vez um mestre melhor.

O Caminho de um Mestre

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Uma dica que eu posso dar para mestres iniciantes é que peça sinceridade dos seus jogadores, mas que não se cobre muito. Durante seu tempo mestrando, inúmeras vezes você vai errar, e inúmeras você vai acertar, o mais importante, o que você deve sempre se manter atento, é se a mesa está se divertindo. Sua campanha pode ter ido por água a baixo, seus planos podem ter sido todos desfeitos e você pode se ver obrigado a jogar 20 páginas de conteúdo escrito no lixo para ter que improvisar, mas o mais importante, sempre vai ser o fato de sua mesa estar se divertindo ou não. O rpg é feito para entreter e divertir o grupo, se sua campanha está seguindo diretamente o planejado, mas os players não estão se divertindo, me desculpe dizer, mas você está mestrando errado.

Ser mestre é divertido, criar mundos transmite um sentimento fantástico de liberdade, preparar aventuras com a nossa cara dá trabalho, mas é prazeroso ver bem feitas, apesar de tudo, o maior objetivo de um mestre deve ser sempre divertir e instigar a mesa a querer mais.

Se você busca mais conteúdo sobre mestres, leia os posts abaixo:

Guia do mestre – Mestre bonzinho vs Mestre malvado

Por um rpg mais divertido

Papo Reto #VI: O Peso de Ser um DM

Papo reto VIII – Manual para lidar com jogador chato

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