Os 7 maiores mitos sobre o RPG que podem estar afetando sua mesa

O RPG de Mesa, infelizmente, não é uma prática tão difundida e comum quanto gostaríamos, e apesar de nos esforçarmos continuamente para fazer o hobby crescer, ainda existem muitos mitos que atrapalham novos ou até mesmo velhos jogadores. Incentivando práticas que não são saudáveis em muitos casos para o meio.

Então, me dou o direito de escrever aqui uma matéria sobre alguns desses mitos, de maneira a combater a desinformação que possa prejudicar a mesa para todos os presentes. Eis abaixo os sete maiores mitos que eu percebo nas mesas de rpg.

Você precisa de um manual, dados e/ou fichas para jogar RPG

Esse é um mito bem comum para iniciantes que são apresentados ao RPG tradicional e esquecem que o RPG é muito mais do que aquilo. A verdade é que para jogar rpg, eu só diria que dois fatores são realmente necessários: Criatividade e imaginação. Sem esses dois, não existe rpg, mas com os dois você cria a capacidade de viajar para qualquer mundo e viver qualquer história com seus amigos, possibilitando assim a prática do rpg.

O RPG é uma prática de pessoas anti-sociais

Essa é uma visão bem comum de pessoas de fora do ambiente de rpg, mas que em nada retrata a realidade. O rpg é uma prática social e isso fica claro para qualquer um que já jogou ou observou uma mesa de rpg. O rpg propicia a formação de laços a medida que os jogadores combatem desafios em conjunto e superam vários obstáculos como equipe, provando assim que essa afirmação não passa de mais um mito.

O mestre cria a história que todos devem seguir

Eu sou mestre e vejo que é bem comum esse pensamento em mestres novatos, eles se esforçam, criam histórias mirabolantes e maravilhosas, escrevem páginas e páginas e esperam que tudo saia como escrito. Mas não é assim que o rpg funciona, o rpg é um jogo colaborativo, as histórias devem ser escritas em conjunto pelo grupo, o papel do mestre é de guiar a história à medida que a constrói junto com o resto do grupo.

O RPG é apenas um jogo e não tem qualquer benefício

Essa é uma das mais comuns para pessoas que tem um certo preconceito com o hobby, mas ela é totalmente falsa. O rpg é uma prática sócio-educativa que pode ser utilizada em inúmeros ambientes e propiciando vários benefícios. De transmitir conteúdo de forma imersiva à criar laços entre pessoas e incentivar práticas como a leitura, o rpg se demonstra como uma ótima escolha quando o assunto é causar impacto, mesmo que pequeno, na vida de pessoas.

Existe um modo correto de se jogar rpg

Por mais que você goste de jogar favorecendo um fator ou outro, não existe uma forma certa de se jogar rpg. Seja interpretando, focando em combates, valorizando mais a história e imersão, causando confusão e atrapalhando o plano do mestre; o rpg não carrega uma fórmula que seja obrigada a seguir, a realidade é que se existe um modo certo de jogar rpg, esse é o modo que você gostar de jogar. Cada pessoa tem gostos e preferências diferentes, mas o objetivo da mesa e ressalto que prioridade do mestre, é conseguir unir essas inúmeras pessoas com gostos diferentes em uma história que consiga divertir e agradar a todos por igual. Afinal de contas, se não for divertido, não é rpg.

As regras do manual foram feitas para serem seguidas

Muitos iniciantes começam lendo os manuais e livros e pensam que para o funcionamento do rpg eles tem que seguir aquelas regras escritas ou o rpg não estará sendo jogado ou mestrado corretamente. Como mestre já me deparei muitas vezes com jogadores que chegaram a dizer que eu não sabia mestrar por eu não estar utilizando as regras tais quais o livro dita. Mas a questão é que o manual de qualquer rpg não serve para dizer como se joga ou mestra um rpg, mas sim para fornecer uma base com ideias e sugestões, quem decide como o rpg realmente vai acontecer é o mestre. As chamadas “House Rules” nada mais são do que adaptações de mestres para regras que eles não irão utilizar como escritas por um fator ou outro, ás vezes por serem complicadas, ás vezes por gosto ou qualquer outro motivo que o mestre julgar ser suficiente.

O mestre manda e o jogador obedece

Apesar de o mestre desempenhar um papel que o deixe como figura centralizadora do poder na mesa de jogo, a vontade e atitudes do mestre não são absolutas. Caso o mestre esteja agindo de maneira a fazer o jogo não ser divertido para todos, os jogadores tem total direito, e eu diria até mesmo dever, de cobrar do mestre mudanças para que o jogo volte a ser divertido para todos. Ninguém é obrigado a jogar com um mestre que esteja atrapalhando a diversão dos jogadores e visando apenas seus interesses próprios. Os jogadores devem saber distinguir o momento certo para exigir essas mudanças, devem avaliar se a atitude do mestre realmente está sendo prejudicial e julgar se ele está agindo corretamente ou não, dado um veredito confirmatório de atitudes prejudiciais do mestre, recomendo aos jogadores se unirem para conversar todos com o mestre, se isso não for suficiente para mudar a situação, sugira que outra pessoa mestre para a mesa ou, em casos mais extremos, procure outro mestre e outra mesa. O rpg deve ser uma atividade divertida e que faça bem aos jogadores, em situações opostas a isso, medidas devem ser tomadas sem medo.

 

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3 comentários

  1. Sobre os mitos 1 e 6, eu gostaria de discordar do que foi apresentado aqui.
    Sobre o 1º mito:
    Embora imaginar e confabular histórias possa ser feito apenas com a imaginação, RPG é um jogo, tal como todo jogo, sem meios de medir o sucesso além da imaginação você rapidamente desanda a história.

    Quanto ao 6º mito:
    As regras do manual foram feitas para serem seguidas. Eu também sou do grupo que julga bastante um narrador que distorce boa parte das regras. Existe uma grande diferença entre criar algumas house rules e ignorar boa parte do manual por falta de conhecimento do mesmo ou motivos similares. Afinal, é mais fácil pro jogador ter acesso ao que está escrito no livro do que ao que está na mente do mestre. Ele pode consultar o livro quantas vezes quiser, mas nem todo mestre tem essa disponibilidade.

    Curtido por 1 pessoa

    1. bem colocado, como mestre eu sei que apesar de ser teoricamente nossa função saber todas as regras, não é fácil. Eu mesmo utilizo house rules em situações que eu não sei bem como funciona ou discordo de um ponto ou outro das regras, mas depende de cada mestre, vejo os manuais como guias e não receitas que devem ser seguidas. Obrigado por apresentar outro ponto de vista e incitar uma discussão saudável!

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