Denúncia: Pay to win nas mesas de RPG?

Essa semana vamos abordar um tema mais que polêmico, o pay to win em rpgs de mesa. Com uma entrevista exclusiva de um jogador que nos denuncia como foi este processo nefasto.

O que é pay to win

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Para você que joga rpg de mesa e talvez não esteja habituado com os termos de jogos online, pay to win, ou pagar para vencer em tradução literal, é uma prática de diversos jogos que para monetizarem o game se utilizam do fator da necessidade e vontade de todo jogador de se tornar mais forte, criando assim uma competição injusta para todos os jogadores, principalmente para os que jogam apenas para se divertir, onde os mais fortes raramente vão ser os que mais se esforçaram, mas sim os que mais possuem dinheiro disponível. Itens, buffs, vantagens exclusivas, o pay to win tem diversas formas, mas seu resultado é apenas um: O completo desbalanceamento natural do jogo.

 

Entrevista

Para manter a privacidade do entrevistado, manteremos seu nome e o cenário em completo anonimato.


Toca – Você pode comentar um pouco sobre o funcionamento na mesa?

Entrevistado – Tudo começou com uma ideia de juntar fundos para comprar um novo manual, eis que o mestre apareceu com a brilhante ideia. Os que ajudassem ganhariam benefícios dentro do jogo e quanto mais dinheiro você desse, maiores seriam os benefícios.

Toca – Quais seriam esses benefícios?

Entrevistado – Os benefícios foram de pontos de experiência a itens mágicos. Quando o mestre citou sua vontade de coletar nossa ajuda através deste meio, todos os jogadores que tinham mais condição correram para ajudar, todos com a quantia máxima permitida.

Toca – Você ajudou?

Entrevistado – Sim… Eu não estou bem, preciso de uma pausa.

Aqui o entrevistado entrou em choro e precisamos de um tempo para acalmá-lo antes de continuar a entrevista, mas após um copo d’água e descanso, ele parecia pronto para voltar a entrevista exclusiva com a Toca.

Toca – Quais foram seus benefícios?

Entrevistado – Alguns itens mágicos, pontos de experiência e pontos para distribuir na ficha.

“No começo eu não queria, mas os outros jogadores falaram que era pelo bem da mesa, que eu não precisava me preocupar com isso.”

Toca – Qual motivo te levou a fazer isso?

Entrevistado – No começo eu não queria, mas os outros jogadores falaram que era pelo bem da mesa, que eu não precisava me preocupar com isso. Eu deveria imaginar que estava apenas ajudando a mesa e que por acaso fui recompensado.

Toca – Além de você, quantos jogadores ajudaram?

Entrevistado – Quase todos.

Toca – Como você se sentiu após isso?

Entrevistado – Eu me senti corrompido, eu estava pagando pelo poder e não o obtendo de forma justa através de missões e jornadas com meu grupo. A partir daquele dia, foi como se meu personagem estivesse se utilizando de artimanhas para se sobressair aos outros. Eu me senti como se tivesse feito um pacto com um demônio e vendido a alma do meu personagem.

Toca – Quando você decidiu denunciar estas atitudes e nos procurou para contar sobre os acontecimentos que ninguém esperava?

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“Eu tinha vendido minha alma, e isso não tinha volta.”

Entrevistado – Logo que eu joguei com meu personagem, eu comecei a me sentir sujo, a cada dano a mais que eu dava, cada bônus que eu tinha, cada vantagem, era uma faca perfurando meu coração. Eu tinha vendido minha alma, e isso não tinha volta.

Toca – Você foi muito forte em ter vindo nos contar de seu problema.

Entrevistado – Obrigado, foi muito difícil, mas eu senti que era o certo a ser feito.

Toca – Você voltaria a comprar vantagens?

Entrevistado – Nunca, eu aprendi minha lição. Eu posso até ajudar a mesa, mas recusarei as recompensas.

Toca – Você acha que isso se tornará uma tendência nas mesas de rpg?

Entrevistado – Espero que não, eu confio nos jogadores de rpg, eu sei que eles possuem almas puras e não seriam corrompidos tão fácil assim.

Toca – Obrigado pela entrevista. Força!

Entrevistado – Eu que agradeço a equipe da Toca por me permitir desabafar e fazer essa denúncia. Os outros jogadores precisam estar cientes destas práticas para não caírem na mesma armadilha que eu.


Considerações Finais

Como vimos as práticas nefastas de alguns jogos online alcançaram os rpgs de mesa, e se continuarmos nesse ritmo, em breve encontraremos as tão comentadas microtransações também. Será esse o futuro que queremos para o rpg de mesa? Deixo este questionamento a todos leitores e que juntos possamos definir o rpg que iremos jogar e nos orgulhar no futuro.

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2 comentários

  1. já joguei numa mesa assim mas era pior pois nem era para comprar nada, o jogador dava uma graninha pro mestre e ele nas historias fazia com que ele encontrasse algum item especifico que ele queria ou facilitasse algo,, era basicamente como botar cash para comprar itens, nós jogadores desconfiamos e descobrimos

    Curtido por 1 pessoa

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