Papo Reto – Improvisar nem sempre é encher linguiças

Improvisar não é uma medida de desespero e despreparo como pensam, e sim um jeito de deixar as coisas mais naturais. Se você pensava que seu mestre ao narrar estava só enchendo linguiça, talvez você esteja certo, mas também deve ter sido inusitado e divertido.

Vamos explicar as diferenças de uma narração planejada de outra que é cem por cento improvisada e garantimos: As vezes o inusitado pode ser bem mais épico.

Vamos lá, o que define ser um bom narrador? Muitos dizem que é aquele que lhe traz os mais difíceis e melhores desafios. Pode ser também, mas esse não é o único ponto. O bom narrador também deve se preocupar, antes de tudo, na diversão dele e de seus jogadores.

Então, com isso fica a pergunta: Como vou fazer isso? Bem simples, de duas formas: Você pode planejar todos os acontecimentos baseados no perfil dos personagens e dos jogadores (João gosta de lutas épicas, Maria gosta de dramas pesados) então porque não ligar um ponto ao outro? Por vezes, vamos nos “pegar” em situações assim.

Então temos o contra ponto, a improvisação. Pode ser que a história não caminhe do jeito que você passou algumas horas planejando, pode ser que aquela dungeon ou aquele NPC que você gastou suas energias bolando possam nem mesmo aparecer porque o jogador preferiu tomar outra atitude. O que fazer? Entra então a improvisação, em termos mais simples essa técnica vai suprir o que você não parou pra pensar, talvez essa nova situação possa render uma nova cena e um desfecho que acabe ficando mais interessante.

Como improvisar: Seja atento ao que está acontecendo, seus jogadores estão focados no que eles podem fazer, mas nem sempre no que pode ocorrer com suas ações e muito menos nos outros. Talvez aquele garotinho que ele salvou, possa retribuir mostrando um caminho secreto para a mesma dungeon que você planejou e o jogador não iria conhecer. Entrando em outro ponto: Conecte tudo! Uma coisa que se aprende ao narrar RPG, escrever um livro (ou lê-lo), assistir um filme ou qualquer outra coisa que você possa fazer é que detalhes que fazem sentido e conectam-se no enredo podem fazer a diferença.

Com esses dois pontos você já terá ganho a surpresa de seus jogadores e a vontade deles de descobrir o quê mais suas ações influenciaram, não se esqueça, seus jogadores são seu termômetro do bom jogo, por assim dizer, possua sempre esse feeling.

Então podemos concluir que: Um bom narrador precisa se preocupar com a diversão de todos (incluindo ele), planejar algo divertido e desafiador e se nada sair conforme o planejado, não se desesperar e agir com improviso, estando atento aos detalhes e conectando para seus objetivos.

Quer aprender mais? Dê uma olhada em nossos conteúdos e aos poucos teste nossa formula! Até o próximo post.


Este texto foi escrito pelo nosso mais novo colaborador, Felipe Abrantes. Mestre do Vila do RPG, grande narrador e fãzaço do 3D&T. Irão ver muito mais dele por aqui daqui pra frente.

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