Os arquétipos e o rpg

Continuando a falar um pouco sobre construção de personagens, venho trazer desta vez uma base para a construção completa de qualquer personagem, o arquétipo.

O que são arquétipos?

Arquétipos são modelos do imaginário que nos trazem um contorno imaginário sobre o personagem a ser definido, ou segundo o criador do termo, Carl G. Jung, “Arquétipos são conjuntos de imagens primordiais em nosso imaginário, que dão sentido as histórias passadas durante as gerações, servindo para representar o conhecimento no inconsciente.”

Como construir personagens?

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Utilizando-se dos arquétipos, Joseph Campbell, em seu livro “O herói de mil faces”, nos apresenta os arquétipos mais comuns da jornada do herói. O herói, o mentor, o arauto, o pícaro, a sombra, o camaleão, entre outros. Isso serve para nos mostrar apenas as espécies de caminhos mais abrangentes para nosso personagem seguir, quando se trata de papel na trama. Mas explorando ainda mais a fundo, podemos trazer para o nosso dia a dia, ou melhor, para o universo comum de nosso jogo e imaginar quais seriam as figuras mais recorrentes ou mesmo mais diferenciadas a serem encontradas no ambiente do qual tratamos.

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Em jogos que focam mais em combates como D&D ou Tormenta RPG, as classes podem servir de arquétipos, o bardo, a guerreira, o mago, a templária, o ranger. E isso já seria suficiente para iniciar a construção, mas podemos ir mais fundo. Que tal o mago necromante, o feiticeiro elemental, a bárbara tribal, o samurai renegado. E novamente, indo mais fundo vamos encontrar e definir cada vez mais os limites e possibilidades de nosso personagem de maneira a pensar na narrativa e não nas mecânicas. As possibilidades não precisam se restringir a características de combate, as opções são vastas: O ranger ativista, o clérigo de pouca fé, o guerreiro vaidoso, o lutador pobretão ou até mesmo o vilão justo.

E funciona?

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Pode parecer bem simples, mas funciona sim! Com um pouco de imaginação você delimita aos poucos a personalidade, objetivo e contorna a história entre outros. O sistema de arquétipos costuma ser mais utilizado em sistemas focados em contar histórias, aquelas duas palavras que descrevem seu personagem servem como modelo arquetípico para sua aventura.

Além de personagens de jogadores, na hora de construir sua campanha o mestre pode se beneficiar em muito deste artifício, criar tramas com inúmeros personagens se torna mais fácil quando você só precisa observar a função certa que necessita encaixar na história. Um personagem bem construído pode ter um arquétipo, mas várias funções narrativas que entraram em cena em momentos diferentes.

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Já segundo Christopher Vogler, os arquétipos podem servir como facetas de um mesmo personagem, então entrando nesse lado mais narratológico, poderíamos criar um personagem profundo, dotado de muitos arquétipos, às vezes até mesmo contrastantes, mas que manteriam a lógica narratológica dentro da narrativa estabelecida. O vilão inescrupuloso pode se mostrar mais à frente um personagem dotado de crenças próprias que o levam a medidas drásticas, entre outros.

 

 

Links

Tormenta RPG – Classes básicas

Profissionalizando o Mestre

Saia da mesmice

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