Suicídio como redenção e outras vertentes

Voltando a falar de suicídio, dessa vez indo mais a fundo no assunto e seu uso constante em narrativas, somado a sua motivação.

Escape

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O episódio “Blue Cat Blues” de Tom e Jerry é conhecido como o episódio final, apesar de uma série de episódios terem sido lançados depois. Ele começa com Tom sentado na linha do trem, a história que o ep conta fala sobre o abandono que Tom sofreu de sua noiva o que o deixa completamente perdido e o leva ao ato de extremo desespero de tentar cometer suicídio, o ep continua e termina com Jerry percebendo também ter sido abandonado, o que o leva a se sentar junto de Tom para esperar a morte. O ep encerra com o barulho de um trem se aproximando, ambos são deixados por suas noivas e para fugir do problema e de toda a dor de ter de lutar com isso, preferem o suicídio.

Alguns afirmam que teoricamente eles não morreriam por estarem acostumados a sofrer todo o tipo de pancada nos outros episódios e continuarem intactos, mas a verdade é que o simples fato de se disporem de maneira voluntária a sofrer dor para se livrar de pensamentos negativos, já mostra a situação de possível ideação suicida através de automutilação que ambos apresentam.

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Outra obra exemplar de suicídio como fuga da realidade e dos problemas é o suicídio duplo de Romeu e Julieta que devastados pela impossibilidade de seu romance, são levados ao ato extremo de tirar a própria vida.

Redenção

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Instantaneamente amado após sua morte

Muitos personagens encontram sua redenção final através do suicídio ou mesmo de um sacrifício que se torna letal. Um dos casos que podemos imaginar é o de Severo Snape na saga Harry Potter, em que Snape se propôs a dedicar sua vida para a proteção de Harry e encerra sua vida enquanto tenta enganar o lorde das trevas, uma missão impossível e cheia de momentos difíceis, mas que com sua morte, o transformou em um herói.

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Outro caso próximo ao suicídio por redenção é o seppuku ou popularmente harakiri, onde o samurai comete suicídio para preservar sua honra. A própria cerimônia do harakiri trabalha para mostrar o guerreiro formidável, honrado e puro que o samurai é. Suas vísceras expostas representam sua pureza de caráter e todo o movimento de perfuração e dilaceração do abdômen consagra a coragem, autocontrole e determinação do guerreiro.

Um exemplo disso é o filme 47 Ronins, onde o ato final demonstra o suicídio de todos os ronins após cumprirem sua missão e se entregarem à justiça.

Heroísmo

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Pular nos trilhos para salvar alguém não é uma boa ideia

Um dos tipos preferidos de morte para heróis é em momentos de bravura e heroísmo, dar sua vida pelo outro é uma ótima forma de mostrar o quão altruísta e admirável é o herói. O uso desse tipo de suicídio é recorrente, temos sua presença em Gantz, Harry Potter, Yu Yu Hakusho e muito mais.

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Em Yu Yu Hakusho, a atitude surpreendente de Yusuke de dar sua vida para salvar uma criança do atropelamento é o que dá início a toda a saga, por não ter sua morte prevista e portanto não ordenada, ele ganha o direito de voltar a vida após cumprir algumas missões como detetive espiritual.

Outra história que nos mostra bravos guerreiros que cometem suicídio como um ato de heroísmo para salvar ao próximo é o filme “A Vida de Brian” onde temos a presença do “verdadeiro esquadrão suicida”.

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