Machismo no RPG

Começamos a falar aqui sobre o machismo que invade os espaços geek principalmente as mesas de RPG e boardgame. A partir do retorno que tivemos com a matéria anterior resolvemos fazer algumas entrevistas e começamos com uma jogadora do Vila do RPG, a Jessika Barreto.

O machismo está muitas vezes presente na mesa de uma forma não tão explicita e não tão além do contexto como imaginamos foram feitas algumas perguntas que serão apresentadas aqui

HH- Você já se sentiu favorecida de alguma forma em uma mesa de RPG?

JB – Não nunca me senti, eu tive essa sorte… O meu primeiro mestre ele sempre… a minha sorte é que sempre foi uma pessoa que já ficou com a cabeça muito perfeita em relação a esse tipo de coisa e ele nunca permitiu algum tipo de diferença e etc. Ele não deixou ter mais itens, rolar o dado duas vezes, sei lá. Acho que nenhum. Nenhum mestre me deu algum tipo de favorecimento.

HH – Já recebeu alguma cantada de mestre ou jogador?

JB – Mais ou menos..Quando eu tava no começo e eu não entendi muita coisa eu tentava me enturmar, ficar perguntando algumas coisas bem chatas, entendeu? Primeiro era tipo como é que eu fui parar ali ficou como se fosse uma coisa muito absurda assim, sabe? É… tentava se aproximar muito eu tentava se vangloriar para mim por causa da ficha coisa que aconteceu recente. Enfim, tipo algumas coisas assim.

HH – Já se sentiu “podada” em uma campanha porque o mestre tinha algum comportamento machista?

JB – Não. Minha sorte é que nunca apareceu um mestre que seja machista. Nunca, nunca inclusive, apesar de estar acontecendo o que está acontece, mas melhor dizer, quando tive a oportunidade de tá numa mesa onde uma mulher está mestrando eu gosto de estar, porque eu gosto de realmente dar esse apoio porque dentre cinco quatro meses uma menina e tal, tipo sempre que tivesse escolha, eu gosto de apoiar e a minha só acha que eu também gosto da minha atual mestre tipo, mas acho muito interessante quando a gente tem oportunidade de ter mais mulheres narrando, muito legal, um conforto assim muito legal, e também por ela ser mulher poderia ter um certo preconceito mas foi super de boa, os caras do Vila também foram muito legais, os jogadores são muito respeitosos, mas acho que isso vai também pelo fato dos coordenadores, os envolvidos terem essa postura, eu me sinto muito confortável.

Agradecemos a nossa amiga pela entrevista, fiquem ligados que em breve trataremos mais pontos sobre o assunto e se quiser dar dicas de temas, críticas e sugestões nos mande um email para tocadobodao@gmail.com

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