Papo Reto – Quando Vamos Embora (Muito) Antes do Tempo

Nosso primeiro post oficial de 2019. Traremos no primeiro Papo Reto desse ano um papinho rápido sobre finais inesperados seguidos de começos repentinos, com uma pitada de esperança também.

Você sabe quantas campanhas você jogou até o final? Eu particularmente joguei muitas campanhas, mas se eu dissesse que finalizei 3 ou mais eu estaria mentindo, seja jogando ou narrando. O grande problema sempre foi no compromisso.

Atualmente, na fase adulta de nossas vidas, ter tempo para jogar e organizar grupos para longas campanhas é difícil, ainda mais se for presencial. Eu ainda tenho a facilidade de conhecer muita gente que joga e que gostaria de marcar a mesa presencial, mas entre trabalho, faculdade e relacionamentos, marcar a data para jogar é tão difícil quanto acertar os números da mega da virada.

Mas quer saber qual é a coisinha mais triste que não conseguir marcar a mesa com os brodizinho? É marcar, jogar por um bom tempo, desenvolver os personagens, mas deixar a mesa cair no esquecimento. Deixei isso acontecer recentemente, foi triste, está sendo triste, mas tenho certeza que todos nos iremos sobreviver a este triste fim.

Acredite, isso é comum em muita mesa atualmente. As vezes por questão de horário, organização ou até mesmo pelo tesão na mesa. Sim, o tesão na mesa. Muitas vezes começamos um jogo com altas histórias e planejamentos, sentimentos e desejos. O começo é sempre maravilhoso, dar a vida ao personagem e ao mundo, os primeiros combates, as primeiras armadilhas e os primeiros desafios. Contudo, conforme o tempo passa, o sentimento de descobrimento inicial passa e você tem a visa concreta da mesa, ou ela está divertida ou não está. Muitas vezes esse peso cai ainda mais forte no narrador. Se a força motora da narrativa não está de acordo com a história, desanimado e desgostoso, por mais que ele se esforce para dar o máximo para seus jogadores, a diversão e o decorrer da narração vai está aleijada, cega e tonta, em outra palavras, não será proveitosa.

Me encontrei desgostoso com uma campanha recente, tivemos que acabá-la. Não somente pelo fato de não estar mais tão divertida, como também por motivos de trabalho, as sessões foram se tornando esporádicas e pouco proveitosas (o que pode ser um indicio de uma narração prestes a falecer). Nossa mesa encontrou um fim prematuro. Trágico.

Contudo. Porém. Entretanto. Toda via. Nosso grupo não se abalou, não se separou, não se deixou morrer. Novas campanhas estão de volta, bem organizadas, jogos diferentes, sem uma correria maçante e mais aberta. Estas foram alternativas que tomamos para evitar a morte de mesas futuras.

E vocês, o que fazem quando as mesas caem no limbo antes de seu final glorioso? Deixem nos comentários também histórias de suas mesas que morreram antes da hora.

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